sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Do quinto evangelho: proclamação do Cristo do Corcovado



Naqueles dias, ao se completarem 80 anos de existência, o Cristo do Corcovado estremeceu e se reanimou. O que era cimento e pedra se fez carne e sangue. Estendendo os braços, como quem quer abraçar o mundo, abriu a boca, falou e disse:
“Bem-aventurados sois todos vós, pobres, famintos, doentes e caídos em tantos caminhos sem um bom samaritano para vos socorrer. O Pai que é também Mãe de bondade vos tem em seu coração e vos promete que sereis os primeiros herdeiros do Reino de justiça e de paz.
Ai de vós, donos do poder, que há quinhentos anos sugais o sangue dos trabalhadores, reduzindo-os a combustível barato para vossas máquinas de produzir riqueza iníqua. Não serei eu a vos julgar, mas as vitimas que fizestes atrás das quais eu mesmo me escondia e sofria.
Bem-aventurados sois vós, indígenas de tantas etnias, habitantes primeiros destas terras ridentes, vivendo na inocência da vida em comunhão com a natureza. Fostes quase exterminados. Mas agora estais ressuscitando com vossas religiões e culturas dando testemunho da presença do Espírito Criador que nunca vos abandonou.
Ai daqueles que vos subjugaram, vos mataram pela espada e pela cruz, negaram-vos a humanidade, satanizaram vossos cultos, roubaram-vos as terras e ridicularizaram a sabedoria de vossos pagés.
Bem-aventurados e mais uma vez bem-aventurados sois vós, meus irmãos e irmãs negros, injustamente trazidos de Africa para serem vendidos com peças no mercado, feitos carvão para ser consumido nos engenhos, sempre acossados e morrendo antes do tempo.
Ai daqueles que vos desumanizaram. A justiça clama aos céus  até o dia do juízo final. Maldita a senzala, maldito o pelourinho, maldita a chibata, maldito o grilhão, maldito o navio-negreiro. Bendito  o quilombo, advento de um mundo de libertos e de uma fraternidade sem distinções.
Bem-aventurados os que lutam por terra no campo e na cidade, terra para morar e para trabalhar e tirar do chão o alimento para si, para os outros e para as fomes do mundo inteiro.
Maldito o latifúndio improdutivo que expulsa posseiros e que assassina quem ocupa para ter onde morar, trabalhar e ganhar o pão para seus filhos e filhas. Em verdade vos digo: chegará o dia em que sereis espoliados. E a pouca terra da campa será pesada sobre vossas sepulturas.
Bem-aventuradas sois vós, mulheres do povo, que resististes contra a opressão milenar, que conquistastes espaços de participação e de liberdade e que estais lutando por uma sociedade que não se define pelo gênero, sociedade na qual homens e mulheres, juntos, diferentes, recíprocos e iguais inaugurareis uma aliança perene de partilha, de amor e de corresponsabilidade.
Benditos sois vós, milhões de menores carentes e largados nas ruas, vitimas de uma sociedade de exclusão e que perdeu a ternura pela vida inocente. Meu Pai, como uma grande Mãe, enxugará vossas lágrimas, vos apertará contra o seu peito porque sois seus filhos e filhas mais queridos.
Felizes os pastores que servem, humildemente, o povo no meio do povo, com o povo e para o povo. Ai daqueles que trajem vestes vistosas, se envaidecem nas televisões, usam símbolos sagrados de poder, exaltam o Pai Nosso e esquecem o Pão Nosso. Quantos não usam o cajado contra as ovelhas ao invés de contra os lobos. Não os reconheço e não testemunharei em favor deles quando aparecerem  diante do meu Pai.
Bem-aventuradas as comunidades eclesiais de base, os movimentos sociais por terra, por teto, por educação, por saúde e por segurança. Felizes deles que, sem precisar falar de mim, assumem a mesma causa pela qual vivi, fui perseguido e executado na cruz. Mas ressurgi para continuar a insurreição contra um mundo que dá mais valor aos bens materiais que à vida, que privilegia a acumulação privada à participação solidária e que prefere dar os alimentos aos cães que aos famintos.
Bem-aventurados os que sonham com um mundo novo possível e necessário no qual todos possam caber, a natureza incluída. Felizes são aqueles que amam a Mãe Terra como sua  própria mãe, respeitam seus ritmos, dão-lhe paz para que possa refazer seus nutrientes e continuar a produzir tudo o que precisamos para viver.
Bem-aventurados os que não desistem,mas resistem e insistem que o mundo pode ser diferente e será, mundo onde a poesia anda junto com o trabalho, a musica se junta às máquinas e todos se  reconhecerão como irmãos e irmãs, habitando a única Casa Comum que temos, este belo e irradiante pequeno planeta Terra.
Em verdade, em verdade vos digo: felizes sois vós porque  sois  todos filhos e filhas da alegria pois estais  na palma da mão de Deus. Amém”.
 


Para conhecer mais o autor, acesse: 
http://leonardoboff.wordpress.com  e  www.leonardoboff.com

Fonte: Leonardo Boff

sábado, 8 de outubro de 2011

O PICNIC

Gif de casal
LEMBRO COM SAUDADES,OS PICNIC NA ESCOLA,QUANDO UMA VEZ NO ANO IAMOS A UMA CIDADE PRÓXIMA OU FAZENDAPRÓXIMA,COM A TURMA DO COLÉGIO,SÓ ESTUDAVA MENINAS,MAS DÁVAMOS UM JEITINHO DE AVISAR OS MENINOS,QUE ESTÁVAMOS LONGE DOS OLHARES DA AVÓ E DAS OLHEIRAS QUE FAZIAM OS SERVIÇOS DA CASA.ERA UM DIA DE MUITA ALEGRIA,AS COLEGAS FAZIAM BARREIRA,PARA AS FREIRAS NÃO VER QUE ALI ATRAS TINHA UM CASAL QUE ELE ALISAVA COM TODO RESPEITO A MÃO DELA.MEU DEUS O FRIO SUBIA NA BARRIGA E DESCIA PRA ONDE NÃO DEVIA.ERA UM SEXO POR PENSAMENTO OU MELHOR SENTIMENTO,PORQUE NADA SE SABIA NEM CONHECIA,APENAS SENTIA.E NAQUELE ENCONTRO ROLAVA OLHARES PROVOCANTES,QUE SE FIZESSE UM EXAME PROFUNDO,AQUELE OLHAR ATINGIA O ORGASMO.MAS ERA TUDO UMA PUREZA,NÃO TINHA MALDADE,DIZEM OS ANTIGOS,MAS TINHA ANGUSTIA,TESÃO DO MESMO JEITO,SÓ NÃO TINHA AÇÃO.OS RAPAZES SABIAM O QUE SENTIA,O QUE FAZER,MAS NÓS POBRES COITADAS VIRGEM,PENSAVA ATÉ QUE O BEIJO NA BOCA ENGRAVIDAVA...KKKK É DEMAIS.O PICNIC ERA O PROGRAMA QUE DEIXAVA  AS MENINAS GRÁVIDAS,E OS PAIS COMEÇARAM A PROIBÇÃO.TUDO QUE SE FAZIA PARA TER UM POUCO DE LIBERDADE LOGO ERA CORTADO.MAS O PICNIC,NÃO TINHA IGUAL,A LIBERDADE,ERA COMO DIZER ESTOU PRONTA PRA AMAR.ERA UM BOM TEMPO MESMO ASSIM,ERA A DRENALINA DO AMOR,AVENTURA.
AH,TEMPO BOM,O TEMPO DO PICNIC.

VALDENICE,08 DE OUTUBRO DE 2011

NÃO APRENDI DIZER ,EU TE AMO!

Gif de chuva
CERTA VEZ UM JOVEM SENTINDO-SE SOZINHO,SENTOU-SE A ESCRAVANINHA,ONDE SEU VELHO PAI COSTUMAVA PASSAR A MAIOR PARTE DO SEU DIA.RABISCOU ALGUNS PAPEIS,MEXEU NAS GAVETAS E SOBRE UMA PRATILEIRA ENCONTROU UM LIVRO VELHO EMPUEIRADO,ONDE CONTINHA O TÍTULO 'MEU DIÁRIO'.ACHOU QUE NÃO SERIA DESCENTE DA PARTE DELE, DEPOIS DO VELHO PAI  TER SUCUMBIDO,ELE IR CONHECER ALGUNS SEGREDOS SEUS.MAS,A CURIOSIDADE FOI MAIS FORTE E ABRIU;LÁ ESTAVA ESCRITO,12 DE FEVEREIRO DE 1932,ELE PAROU E PENSOU DIA EM QUE NASCI.MARCA DE BEIJOS ESTAVAM NA FOLHA DO CADERNO E UMA CRUZ COM O DEDO MOLHADO EM UM LÍQUIDO QUE MANCHOU EM BAIXO TINHA,"QUE DEUS ABENÇOE ESTE PRESENTE MARAVILHOSO QUE HOJE CHEGA EM NOSSO LAR,PARA ENCHER DE ALEGRIA E FELICIDADE,E COM O LEITE QUE SAI DOS PEITOS DE SUA MÃE,QUE FAÇO ESTA CRUZ,NESTE LIVRO."E O BEIJOU DE MINHA MÃE LÁ ESTAVA, PORQUE ALI TINHA UNS LÁBIOS DE BATOM.NA PÁGINA SEGUINTE TINHA ESCRITO,O PRIMEIRO DIA DE UM GRANDE AMOR E MAIS UM BEIJO DE MINHA MÃE,ESCRITO EMBAIXO EU TE AMO MUITO MEU FILHO QUERIDO.E ASSIM FOI PÁGINAS E MAIS PÁGINAS,NARRANDO TODAS AS TRAVESSURAS,A PRIMEIRA QUEDA,O PRIMEIRO DENTE,O PRIMEIRO CORTE DE CABELO,O PRIMEIRO ANIVERSÁRIO,E AS PÁGINAS ESTÃO LIMPAS A SEGUIR.O RAPAZ FICOU FELIZ E AO MESMO TEMPO TRISTE,MAS PORQUE ELES NUNCA ME DISSERAM QUE ME AMAVAM?PORQUE ELES NUNCA ME BEIJARAM?O QUE FIZ? O QUE TENHO?QUAL A DECPÇÃO QUE CAUSEI A ELES? POR QUE NÃO TENHO IRMÃOS?
MINHA MÃE SE FOI EU ERA BEM CRIANÇA,MEU PAI AINDA BRINCOU COMIGO,ME LEVOU PRA ESCOLA,PRO FUTEBOL,JOGÁVAMOS DOMINÓ JUNTOS,ELE NUNCA ME DEU UM ABRAÇO NEM ME DISSE QUE ME AMAVA.
PENSOU UM POUCO E FALOU SOZINHO.
ACHO QUE TUDO ERA NORMAL NA VIDA DELES,FALTOU APENAS,ELES DIZEREM EM VOZ ALTA QUE ME AMAVAM,MAS SE TIVESSEM DITO,TALVEZ NÃO TIVESSE ESCRITO E EU JA TINHA ESQUECIDO.LENDO AGORA ,SINTO-OS PERTINHO DE MIM,FAZENDO SEMPRE O QUE GOSTO,ME ENSINANDO A SER CORRETO,A TER RESPONSABILIDADE,RESPEITO AOS OUTROS,ENFIM O QUE SOU HOJE,ESTE GRANDE EXECUTIVO.ENTENDO MINHA SOLIDÃO,NÃO APRENDI DIZER ,EU TE AMO.
VALDENICE,06 DE OUTUBRO DE 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO!


Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,

Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,

Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,

É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!
Arnaldo Jabor
 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011



AMIGOS
(Vinícius de Moraes)

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor.

Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências.

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. É delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí.

E me envergonho, porque essa minha prece é em síntese, dirigida ao meu bem estar.

Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer.

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que não desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

Com o meu carinho!






O VELHO E A FLOR


Por céus e mares eu andei,
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber
O que é o amor.

Ninguém sabia me dizer,
Eu já queria até morrer
Quando um velhinho
Com uma flor assim falou:

O amor é o carinho,
É o espinho que não se vê em cada flor.
É a vida quando
Chega sangrando aberta
em pétalas de amor.





Amo-te tanto, meu amor...não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Nunca, sempre diversa realidade.



Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.



Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.



E de amar assim muito amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinícius de Moraes

Solidão


O entardecer entristece o sertão,
No meu peito jorra uma angustia
Meu coração sente falta de uma paixão!!!
Sofro sozinha por viver na solidão.
Não há neste momento ninguém
Pra preencher este vazio  
Pra comigo divdir suas alegrias e fantasia.
Vivo na mais profunda agonia, que é a solidão.              
Olho os pássaros que se recolhem
 Dois a dois em perfeita armonia
Dividem com mais outros sua alegria
No galho o aconchego a noite fria.
O sol se recolheu para dar vez a lua
As estrelas aparecem em constelação
Só eu na solidão.
Olho o gado que ja se recolheu
Eu aqui no meu leito vazio
Sinto frio e arrepio
Só tenho o travesseiro
Do outro lado o vazio é meu companheiro 

Inerte,inexpressível sem vida sem ação.
Vivo na mais pura solidão.
A esperança de um ombro amigo
 Que dá vida e alegra meu pobre coração.
Tento uma felicidade em busca de amizade
De carinho amor e comprenção
Passo horas contemplando as estrelas
Minhas amigas e companheiras.
Assim  se resume minha vida
 Lúdica no recanto  do sertão
Vivendo a mais pura e linda solidão.
    
valdenice 14/05/2011


Pai Nosso
Nosso Pai, que estás em toda parte;
Santificado seja o teu nome,
no louvor de todas as criaturas;
Venha a nós o teu reino
de amor e sabedoria;
Seja feita a tua vontade,
acima dos nossos desejos;

Tanto na terra, quanto
nos círculos espirituais;
O pão nosso do corpo da mente
dá-nos hoje;
Perdoa as nossas dívidas,
ensinando-nos a perdoar nossos
devedores com esquecimento de todo mal;
Não permitas que venhamos a cair
sob os golpes da tentação de nossa
própria inferioridade;

Livrai-nos do mal que ainda reside em nós mesmos;
Porque só em ti brilha
a luz eterna do reino e do poder,
da glória e da paz, da justiça e do amor
para sempre!
Assim Seja


Emanuel

A água da loucura



Por Paulo Coelho


Um poderoso feiticeiro querendo destruir um reino, colocou uma poção mágica no poço onde todos os seus habitantes bebiam. Quem tomasse aquela água, ficaria louco.
Na manhã seguinte, a população inteira bebeu, e todos enlouqueceram. O rei – que tinha um poço só para si e sua família, onde o feiticeiro não conseguira entrar – tentou controlar a população. Baixou uma série de medidas de segurança e saúde pública, mas não havia mais policiais ou inspetores, pois eles também haviam bebido a água envenenada.
Quando os habitantes daquele reino tomaram conhecimento dos decretos, ficaram convencidos de que o rei enlouquecera, e agora estava escrevendo coisas sem sentido. Aos gritos, foram até o castelo e exigiram que renunciasse à coroa.
Desesperado, o rei prontificou-se a deixar o trono, mas a rainha o impediu, dizendo: “vamos agora até a fonte, e beberemos também. Assim, ficaremos iguais a eles”.
E assim foi feito: o rei e a rainha beberam a água da loucura, e começaram imediatamente a dizer coisas sem sentido. Na mesma hora, os seus súditos se arrependeram: agora que o rei estava mostrando tanta sabedoria, por que não deixá-lo governando o país?
O país continuou em calma, embora seus habitantes se comportassem de maneira muito diferente de seus vizinhos. E o rei pode governar até o final dos seus dias.

Uma historinha que nos faz pensar: A BOMBA D’ÁGUA.


Um certo homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede. Foi quando ele chegou a uma casinha velha – uma cabana desmoronando - sem janelas, sem teto, batida pelo tempo.
O homem perambulou por ali e encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol desértico.
Olhando ao redor, viu uma bomba a alguns metros de distância, bem velha e enferrujada.
Ele se arrastou até ali, agarrou a manivela, e começou a bombear sem parar. Nada aconteceu.
Desapontado, caiu prostrado para trás e notou que ao lado da bomba havia uma garrafa. Olhou-a, limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu o seguinte recado: "Você precisa primeiro preparar a bomba com toda a água desta garrafa, meu amigo.
Obs.: Faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir."

O homem arrancou a rolha da garrafa e, de fato, lá estava a água.
A garrafa estava quase cheia de água! 
De repente, ele se viu em um dilema:
Se bebesse aquela água poderia sobreviver, mas se despejasse toda a água na velha bomba enferrujada, talvez obtivesse água fresca, bem fria, lá no fundo do poço, toda a água que quisesse e poderia deixar a garrafa cheia pra próxima pessoa...
mas talvez isso não desse certo.

Que deveria fazer? Despejar a água na velha bomba e esperar a água fresca e fria ou beber a água velha e salvar sua vida? Deveria perder toda a água que tinha na esperança daquelas instruções pouco confiáveis, escritas não se sabia quando?
Com relutância, o homem despejou toda a água na bomba. Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear... e a bomba começou a chiar. E nada aconteceu!
E a bomba foi rangendo e chiando. Então surgiu um fiozinho de água; depois um pequeno fluxo, e finalmente a água jorrou com abundância! A bomba velha e enferrujada fez jorrar muita, mas muita água fresca e cristalina. 

Ele encheu a garrafa e bebeu dela até se fartar. Encheu-a outra vez para o próximo que por ali poderia passar, arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota ao bilhete preso nela:
"Creia-me, funciona! Você precisa dar toda a água antes de poder obtê-la de volta!". O que aprendemos com esta historinha?

Vamos abrir um espaço para partilha das idéias e ensinamentos que tiramos desta parábola.
Pra esquentar a conversa podemos elencar algumas lições concretas:

1. Ouça atentamente o que Deus tem a te dizer através da Bíblia e confie. Como esse homem,
nós temos as instruções por escrito à nossa disposição. Basta usar.
2. Saiba olhar adiante e compartilhar! Aquele homem poderia ter se fartado e ter se esquecido
de que outras pessoas que precisassem da água pudessem passar por ali. Ele não se esqueceu
de encher a garrafa e ainda por cima soube dar uma palavra de incentivo. Se preocupe com
quem está próximo de você, lembre-se: você só poderá obter água se a der antes. Cultive
seus relacionamentos, dê o melhor de si!
3. Nenhum esforço que você faça será válido, se ele for feito da forma errada. Você pode
passar sua vida toda tentando bombear algo quando alguém já tem reservado a solução para
você. Preste atenção a sua volta! Deus está sempre pronto a suprir suas necessidades!
4. Agora é a sua vez... (O que ficou mais forte para você desta parábola?).


 

A FÉ

Ter fé é acreditar num ser supremo, divino,sumo.
Saber que Ele,tudo pode e tudo fez
         por amor a nós.
Nos deu a vida e inteligência,nos deu livre arbítrio e a capacidade
       de discernimento para escolher o bem ou o mau.
Sua misericórdia infinita nos dar a liberdade de vida,a remissão dos pecados.
Somos  escolhidos ,para levar aos nossos irmãos uma palavra de amor de otimismo de esperança.
A Sagrada Escritura,o livro mais lido no mundo todo
fala de um povo escolhido para terra prometida,do milagre dos pães,da transformação de rico para pobre,no caso de Jó,do filho pródigo,

dos antigos sacerdotes,dos profetas,das leis,dos dez mandamentos,do povo oprimido...
dos milagres de Jesus,de suas curas,das bodas de canãa...de seu sacrifício morte de sua Ressurreição!!

Mas não é só ler a Bíblia,é conhecer como se ler,interpretar.Não devemos ler como um romance ou livro de estórias,temos que por em prática seus ensinamentos.
O maior mandamento que é:"Amar o próximo como a ti mesmo",acolhendo o meu irmão sem pão e sem teto...
cego de olhos aberto,
precisa da luz do meu olhar ,do meu sorriso,da minha palavra do meu saber.
O que fazer para transformar o meu saber numa fonte de inspiração,num caminho aberto para conduzir meu irmão?Esta interrogações,estamos sempre fazendo,será que sou capa?será que tenho algo para oferecer a meu irmão?
Cada um tem seus talentos que devem ser repasados.
    O
s sentimentos diante da realidade da vida,as diferenças
entre nossos irmãos,a falta de fé de enfrentar no escuro os túneis da vida,para chegar ao meu irmão nescessitado.Abre-se uma ponte que nos liga as pessoas carentes,aquelas carentes de uma palavra,de um abraço,de um ombro amigo,de um sorriso,de um ouvido atento,de um olhar que acolhe sem repreender.
Aquele que tem fome da Palavra de Deus, da palavra amiga.A nossa felicidade depende do outro,ninguém é feliz sozinho.

Saciai o irmão com a Palavra de Deus e sua vida se transformará.
Neste texto que vos escrevo ,que sirva para uma reflexão,eu já fiz a minha.
Que maravilha!!!agradecida a Deus...
        me ponho a rezar.

Valsouzapaz



A chuva





A chuva caindo,molhando o sertão é a maior alegria dos plantadores de milho e feijão.Mas para aqueles que moram nas ruas é uma tristeza é ali onde a as àguas correm varrendo as ruas,limpando as calçadas trazendo a sujeira pra perto do único cantinho aconchegante que ele escolheu para descançar é lá a barreira do lixo.
A chuva caindo molhando os carros
Entristece os motoristas das grandes cidades.
Engarrafa o transito,os boeiros transbordam o motoqueiro ensopado no transito com seu passageiro na garupa.Nada pode parar,as àguas vão rolando entre os carros
o lixo vai levando,é hora de uma faxina na cidade,mas que tristeza
com as chuvas aumentam as batidas,os atropelamentos,os engarrafamentos.E a falta de controle emocional de todos,cada um por si,todos querem chegar primeiro,todos querem a sua vez primeira.
Esquecem que podem até chegar primeiro ,a onde não estava programado,nem nos planos de Deus,porque não sabemos quando será o nosso fim,mas podemos apressá-lo nesta loucura do dia a dia.Deus não quer o mal de ninguém e não fez pessoas com mais qualidades que outros,apenas ele deu talentos,uns guardaram em baixo do coxão,outros aplicaram e a estes estar a diferença.A chuva e o sol vem para todos,quem tem uma visão lógica aproveita melhor.Não precisa ser rico para  ter uma visão da vida,só precisa observar uma chuva.
Valdenice-28 /07/2011


Bom dia!!


Amizade



Ei! Sorria... Mas não se esconda atrás desse sorriso...
Mostre aquilo que você é, sem medo.
Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu.
Viva! Tente! A vida não passa de uma tentativa.
Ei! Ame acima de tudo, ame a tudo e a todos.
Não feche os olhos para a sujeira do mundo, não ignore a fome!
Esqueça a bomba, mas antes, faça algo para combatê-la, mesmo que se sinta incapaz.
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faça dos defeitos uma distancia, e sim, uma aproximação.
Aceite! A vida, as pessoas, faça delas a sua razão de viver.
Entenda! Entenda as pessoas que pensam diferente de você, não as reprove.
Ei! Olhe... Olhe a sua volta, quantos amigos...
Você já tornou alguém feliz hoje?
Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?
Ei! Não corra. Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você.
Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga.
Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela.
Chore! Lute! Faça aquilo que gosta, sinta o que há dentro de você.
Ei! Ouça... Escute o que as outras pessoas têm a dizer, é importante.
Suba... faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo,
Mas não esqueça daqueles que não conseguem subir a escada da vida.
Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de bom dentro de você.
Procure acima de tudo ser gente, eu também vou tentar.
Ei! Você... não vá embora.
Eu preciso dizer-lhe que... te adoro, simplesmente porque você existe.
Charles Chaplin

O Lenhador e o Machado

Essa é a história de Pedro, um ótimo lenhador que chegou a uma serraria procurando emprego. O capataz deu-lhe um dia para que ele mostrasse as suas habilidades.Pedro surpreendeu o capataz, pois era capaz de derrubar dez árvores enquanto o normal era abater duas por dia. O melhor lenhador derrubava quatro.
Diante disso, Pedro foi alvo de comentários por parte de todos, pois era o melhor lenhador que se conhecia. Foi um verdadeiro sucesso. Porém, depois de algum tempo, sua produção baixou até que passou a ser o pior de todos os lenhadores. O que estaria acontecendo? O capataz preocupado, procurando saber o que estava havendo, chamou Pedro e disse:

- No dia em que você chegou aqui derrubou dez árvores, sem demonstrar cansaço e assim continuou por algum tempo. Mas ultimamente o vejo abatido e esgotado, sua produção foi caindo e você tem derrubado apenas uma árvore por dia. O que houve?
- Não sei, respondeu Pedro. Estou trabalhando como nunca trabalhei antes: tenho me esforçado três vezes mais, sou o primeiro a ir para a mata e o último a voltar!
O capataz pensou um pouco e perguntou a Pedro:
- Pedro, nesse tempo que está aqui, quantas vezes você amolou o machado?
E Pedro, um pouco atrapalhado, respondeu:
- Nenhuma, não tive tempo.

Este Natal

Carlos Drummond de Andrade

— Este Natal anda muito perigoso — concluiu João Brandão, ao ver dois PM travarem pelos braços o robusto Papai Noel, que tentava fugir, e o conduzirem a trancos e barrancos para o Distrito. Se até Papai Noel é considerado fora-da-lei, que não acontecerá com a gente?
Logo lhe explicaram que aquele era um falso velhinho, conspurcador das vestes amáveis. Em vez de dar presentes, tomava­os das lojas onde a multidão se comprime, e os vendedores, afobados com a clientela, não podem prestar atenção a tais manobras. Fora apanhado em flagrante, ao furtar um rádio transistor, e teria de despir a fantasia.
— De qualquer maneira, este Natal é fogo — voltou a ponderar Brandão, pois se os ladrões se disfarçam em Papai Noel, que garantia tem a gente diante de um bispo, de um almirante, de um astronauta? Pode ser de verdade, pode ser de mentira; acabou-se a confiança no próximo.
De resto, é isso mesmo que o jornal recomenda: "Nesta época do Natal, o melhor é desconfiar sempre”.Talvez do próprio Menino Jesus, que, na sua inocência cerâmica, se for de tamanho natural, poderá esconder não sei que mecanismo pérfido, pronto a subtrair tua carteira ou teu anel, na hora em que te curvares sobre o presépio para beijar o divino infante.
O gerente de uma loja de brinquedos queixou-se a João que o movimento está fraco, menos por falta de dinheiro que por medo de punguistas e vigaristas. Alertados pela imprensa, os cautelosos preferem não se arriscar a duas eventualidades: serem furtados ou serem suspeitados como afanadores, pois o vende­dor precisa desconfiar do comprador: se ele, por exemplo, já traz um pacote, toda cautela é pouca. Vai ver, o pacote tem fundo falso, e destina-se a recolher objetos ao alcance da mão rápida.
O punguista é a delicadeza em pessoa, adverte-nos a polícia. Assim, temos de desconfiar de todo desconhecido que se mostre cortês; se ele levar a requintes sua gentileza, o melhor é chamar o Cosme e depois verificar, na delegacia, se se trata de embaixador aposentado, da era de Ataulfo de Paiva e D. Laurinda Santos Lobo, ou de reles lalau.
Triste é desconfiar da saborosa moça que deseja experimentar um vestido, experimenta, e sai com ele sem pagar, deixando o antigo, ou nem esse. Acontece — informa um detetive, que nos inocula a suspeita prévia em desfavor de todas as moças agradáveis do Rio de Janeiro. O Natal de pé atrás, que nos ensina o desamor.
E mais. Não aceite o oferecimento do sujeito sentado no ônibus, que pretende guardar sobre os joelhos o seu embrulho.
Quem use botas, seja ou não Papai Noel, olho nele: é esconderijo de objetos surrupiados. Sua carteira, meu caro senhor, deve ser presa a um alfinete de fralda, no bolso mais íntimo do paletó; e se, ainda assim, sentir-se ameaçado pelo vizinho de olhar suspeito, cerre o bolso com fita durex e passe uma tela de arame fino e eletrificado em redor do peito. Enterrar o dinheiro no fundo do quintal não adianta, primeiro porque não há quintal, e, se houvesse, dos terraços dos edifícios em redor, munidos de binóculos, ladrões implacáveis sorririam da pobre astúcia.
Eis os conselhos que nos dão pelo Natal, para que o atravessemos a salvo. Francamente, o melhor seria suprimir o Natal e, com ele, os especialistas em furto natalino. Ou — idéia de João Brandão, o sempre inventivo — comemorá-lo em épocas incertas, sem aviso prévio, no maior silêncio, em grupos pequenos de parentes, amigos e amores, unidos na paz e na confiança de Deus.
(14-12-1966)
Caminhos de João Brandão", José Olympio Edi
Depois do jantar
Carlos Drummond de Andrade



Também, que idéia a sua: andar a pé, margeando a Lagoa Rodrigo


 de Freitas, depois do jantar.


O vulto caminhava em sua direção, chegou bem perto, estacou à


 sua frente. Decerto ia pedir-lhe um auxílio.


— Não tenho trocado. Mas tenho cigarros. Quer um?


— Não fumo, respondeu o outro.


Então ele queria é saber as horas. Levantou o antebraço esquerdo,


 consultou o relógio:


— 9 e 17... 9 e 20, talvez. Andaram mexendo nele lá em casa.


— Não estou querendo saber quantas horas são. Prefiro o relógio.


— Como?


— Já disse. Vai passando o relógio.


— Mas ...


— Quer que eu mesmo tire? Pode machucar.


— Não. Eu tiro sozinho. Quer dizer... Estou meio sem jeito. Essa


 fivelinha enguiça quando menos se espera. Por favor, me ajude.


O outro ajudou, a pulseira não era mesmo fácil de desatar. Afinal


, o relógio mudou de dono.


— Agora posso continuar?


— Continuar o quê?


— O passeio. Eu estava passeando, não viu?


— Vi, sim. Espera um pouco.


— Esperar o quê?


— Passa a carteira.


— Mas...


— Quer que eu também ajude a tirar? Você não faz nada sozinho,


 nessa idade?


— Não é isso. Eu pensava que o relógio fosse bastante. Não é um


 relógio qualquer, veja bem. Coisa fina. Ainda não acabei de


 pagar...


— E eu com isso? Então vou deixar o serviço pela metade?


— Bom, eu tiro a carteira. Mas vamos fazer um trato.


— Diga.


— Tou com dois mil cruzeiros. Lhe dou mil e fico com mil.


— Engraçadinho, hem? Desde quando o assaltante reparte com o


 assaltado o produto do assalto?


— Mas você não se identificou como assaltante. Como é que eu podia saber?


— É que eu não gosto de assustar. Sou contra isso de encostar o


 metal na testa do cara. Sou civilizado, manja?


— Por isso mesmo que é civilizado, você podia rachar comigo o


 dinheiro. Ele me faz falta, palavra de honra.


— Pera aí. Se você acha que é preciso mostrar revólver, eu mostro.


— Não precisa, não precisa.


— Essa de rachar o legume... Pensa um pouco, amizade. Você está


 querendo me assaltar, e diz isso com a maior cara-de-pau.


— Eu, assaltar?! Se o dinheiro é meu, então estou assaltando a


 mim mesmo.


— Calma. Não baralha mais as coisas. Sou eu o assaltante, não sou?


— Claro.


— Você, o assaltado. Certo?


— Confere.


— Então deixa de poesia e passa pra cá os dois mil. Se é que são


só dois mil.


— Acha que eu minto? Olha aqui as quatro notas de quinhentos.


 Veja se tem mais dinheiro na carteira. Se achar uma nota de 10, de


 cinco cruzeiros, de um, tudo é seu. Quando eu confundi você com


um, mendigo (desculpe, não reparei bem) e disse que não tinha


 trocado, é porque não tinha trocado mesmo.


— Tá bom, não se discute.


— Vamos, procure nos... nos escaninhos.


— Sei lá o que é isso. Também não gosto de mexer nos guardados


 dos outros. Você me passa a carteira, ela fica sendo minha, aí eu


 mexo nela à vontade.


— Deixe ao menos tirar os documentos?


— Deixo. Pode até ficar com a carteira. Eu não coleciono. Mas


 rachar com você, isso de jeito nenhum. É contra as regras.


—  Nem uma de quinhentos? Uma só.


—  Nada. O mais que eu posso fazer é dar dinheiro pro ônibus.


 Mas nem isso você precisa. Pela pinta se vê que mora perto.


—  Nem eu ia aceitar dinheiro de você.


— Orgulhoso, hem? Fique sabendo que tenho ajudado muita gente


neste mundo. Bom, tudo legal. Até outra vez. Mas antes, uma


 lembrancinha.


Sacou da arma e deu-lhe um tiro no pé.

Texto extraído do livro "Os dias lindos", Livraria José Olympio Editora — Rio de Janeiro, 1977, pág. 54.



Texto extraído do livro "

Frases de Nelson Rodrigues



Nelson Rodrigues, ademais de ser dramaturgo, jornalista e escritor, foi um tremendo frasista. Confira algumas de suas célebres frases.

Frases
por Nelson Rodrigues

- O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: — o da imaturidade.

- Tudo passa, menos a adúltera. Nos botecos e nos velórios, na esquina e nas farmácias, há sempre alguém falando nas senhores que traem. O amor bem-sucedido não interessa a ninguém.

- Nós, da imprensa, somos uns criminosos do adjetivo. Com a mais eufórica das irresponsabilidades, chamamos de "ilustre", de "insigne", de "formidável", qualquer borra-botas.

- A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem.

- O brasileiro não está preparado para ser "o maior do mundo" em coisa nenhuma. Ser "o maior do mundo" em qualquer coisa, mesmo em cuspe à distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade.

- Há na aeromoça a nostalgia de quem vai morrer cedo. Reparem como vê as coisas com a doçura de um último olhar.

- Ou a mulher é fria ou morde. Sem dentada não há amor possível.

- O homem não nasceu para ser grande. Um mínimo de grandeza já o desumaniza. Por exemplo: — um ministro. Não é nada, dirão. Mas o fato de ser ministro já o empalha. É como se ele tivesse algodão por dentro, e não entranhas vivas.

- Assim como há uma rua Voluntários da Pátria, podia haver uma outra que se chamasse, inversamente, rua Traidores da Pátria.

- Está se deteriorando a bondade brasileira. De quinze em quinze minutos, aumenta o desgaste da nossa delicadeza.

- O boteco é ressoante como uma concha marinha. Todas as vozes brasileiras passam por ele.

- A mais tola das virtudes é a idade. Que significa ter quinze, dezessete, dezoito ou vinte anos? Há pulhas, há imbecis, há santos, há gênios de todas as idades.

- Outro dia ouvi um pai dizer, radiante: — "Eu vi pílulas anticoncepcionais na bolsa da minha filha de doze anos!". Estava satisfeito, com o olho rútilo. Veja você que paspalhão!

- Em nosso século, o "grande homem" pode ser, ao mesmo tempo, uma boa besta.

- O artista tem que ser gênio para alguns e imbecil para outros. Se puder ser imbecil para todos, melhor ainda.

- Toda mulher bonita leva em si, como uma lesão da alma, o ressentimento. É uma ressentida contra si mesma.

- Acho a velocidade um prazer de cretinos. Ainda conservo o deleite dos bondes que não chegam nunca.

SOBRE O AMOR, ROSAS E ESPINHOS


Amor que é amor dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor.

O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou.

O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto."

O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração que sozinhos jamais poderíamos enxergar.

O poeta soube traduzir bem quando disse: "Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!"

Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos , socorreu-me em minha cegueira. Eu possuia e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha.

Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos.

Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las.
Fico pensando que evangelizar talvez seja isso: descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios.

Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo. Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois...

Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou, e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo, nem tampouco fora do cultivo.

Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir. Cada roseira tem seu estatuto, suas regras...

Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira.

A vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas...

Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos.

Mas não se preocupe. A beleza da roza vale o incômodo dos espinhos... ou não.
Pe. Fábio de Melo


Shakespeare in love!!!

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

William Shakespeare

O conto da mulher.


Observava a distância, digo uns dez ou doze metros, uma mulher alta, pele clara, corpo não muito esguio e sim ocupado nos lugares certos por quantidades certas de carnes. Esta mulher apoiava-se em uma árvore frondosa que fazia muita sombra, ela desajeitada e muito delicada, tentava de maneira insistente colocar no seu pé, o esquerdo me lembro bem, a sua sandália que havia se soltado, talvez pelo excesso de pequenas folhas e galhos que forravam o chão debaixo da árvore, talvez ela tenha se atrapalhado quando se dirigia para algum lugar.
Apesar da distância eu não a quis perdê-la de vista, pois a cena ficava cada vez mais interessante, não sei por que não fui cavalheiro e ofereci ajuda, talvez por gostar do que estava vendo, ela vestia um vestido simples de corte comum, de cor clara e estampas um pouco mais escuras, conforme ela lutava com a tira da sandália seu cabelo meio preso e meio solto caía pelo seu perfeitamente delineado rosto, aquele cabelo tinha sido preso de forma de que quem o prendeu não se preocupava com a beleza que não tinha, pois se conformava com a que tinha. E o seu vestido, sim este eu devo falar que com o seu corpo inclinado para frente e sua mão preocupada hora com a tira hora com o cabelo, nem notava que a alça caía, mostrava mais daquilo que já estava exposto, ombros fortes e lindos, mostrava também parte da sua intimidade, que certamente cuidava sempre para esconder, a cena tornava-se cada vez mais maravilhosa, era muita sensualidade exibida sem querer.
O corpo: como citei antes, não esguio, mas forte, não torto, mas equilibrado, estava sustentado por alguns segundos, ou minutos, sei lá, por tornozelos fortes e eretos e nem um pouco trêmulos. Trêmulo estava eu, observando de longe tanta beleza. Resolvi me aproximar, de forma calma para não desmanchar tudo aquilo. Aproximando-me, ela levantou os olhos, não se mostrou surpresa, pois sabia que não estava ameaçada, de perto observei que os pelos que cobriam o seu braço estavam eriçados, culpa do vento que chicoteava as plantas envolta, ele carregava o ar frio que habitava as sombras das árvores, aquelas que os galhos deitavam até o chão, onde encontravam folhas, galhos e pequenas plantas.
Lembro-me que falei algo, mas não lembro o que disse, lembro do sorriso, do cabelo, da sandália e do vestido, aquele que caía e mostrava mais daquela mulher, lembro da árvore, da sombra e do que senti.
Lembro que foi um sonho maravilhoso que vivi
Lembro da personagem que neste sonho eu conheci, e não quero esquecer.

,
Jonas dos Santos

A vda de São Francisco de Assis



Vou relatar resumindo um pouco a história de um Santo muito querido em todo o mundo.Há mais de 800 anos,nasceu em Assis a 26 de setembro de 1181,Na cidade de Assis ,região do sul da itália.De nascimento,recebeu o nome de batismo,Giovanni(joão) Bernadone,que foi dado por sua mãe Pica,em homenagem a joão Batista, o precursor de Jesus,filho de Isabel.Mas,seu pai ,Pedro Bernardone ao chegar de viagem,trocou-lhe o nome para Francesco em homenagem a França,onde ele tinha suas relaçoes comerciais.Francisco cresceu no meio do luxo,até 25 anos,como todo jovem de sua epoca,buscava sonhos e glórias e honra.Era bastante vaidoso e só queria saber da boemia,gastava dinheiro atoa,mas tinha um bom coração.Sua devoção a Deus era muito pouca,pois a riqueza não lhe dava tempo para pequenas coisas.Tinha um certo respeito por Nossa Senhora,por se tratar da devoção de sua mãe e porque amava muito adquiriu este amor materno que era extensivo a todas as mães.Enfretou a guerra em sua juventude,foi derrotado e preso com seus companheiros.Na sela,ele cantava e sorria parecia que nada acontecia,mas tremia de febre,porque voltou muito doente.Libertado,foi receber de sua mãe os cuidados.Logo depois,veio a cavalaria,seu pai lhe mandou para que fosse a luta e trouxesse o honsoso título de nobreza,só quem tinha era quem ia a esta cavalgada.No caminho teve um sonho e dialogou com Deus,onde Ele lhe pedia para que restaurasse sua igreja,como um ser carnal,logo pensou que seria as paredes o teto,as portas, e pegou o dinheiro de seu pai e consertou a igreja de São Damião,que estava em ruinas Francisco,conversou com o Divino através da Cruz de são Damião.Seu pai ficou bravo quando percebeu o gasto que ele havia feito,chamou o Bispo Guido III,foi acusado por seu pai de ter furtado seu dinheiro,Francisco tirou toda roupa do corpo e nunca mais quis saber de nada que pertencia a riqueza do pai,o bispo lhe cobriu com sua túnica ,logo depois Francisco passou a se vestir com uma roupa grossa de lã e um cordão amarrado na cintura com três nós que significam:pobreza,obediência e castidade,em seus pés uma sandália.Mas antes de sua conversão um fato bem interessante aconteceu:Ele vinha na rua quando viu um leproso,Francisco tinha pavor a esta doença e morria de medo,aproximou-se do leproso beijou-lhe o rosto e deu todas as moedas de grande valor que tinha no bolso.Seguiu enfrente,sentiu algo estranho,um alívio uma diferença em seu coração,resolveu voltar e procurar o leproso,mas nada,não tinha ninguém.Certo dia,na igreja  de São Matias,ouviu o Evangelho sobre missão apostólica,se sente tocado e passa a levar a Palavra de Deus por todos os lugares e escolhe como Cristo, 12 seguidores que ele chama de filhos espirituais, forma assim a ordem dos menores.Resumindo,Ele fazia penitência,passou dias antes de morrer no monte Alverne orando a pão e agua,mas não permitia que seus filhos espirituais fizesses tamanho sacrifício.Francisco fez milagres antes de morrer e ser santo,fez brotar agua de uma rocha para dar de beber ao jumento e ao homem que conduzia o jumento.Junto a Ele surgiu uma mulher de coragem uma linda moça de de 19 anos ,também rica de olhos claros e cabelos longos e cacheados,que se apaixonou por sua pregação,o nome dela é clara,e converteu-se levando consigo algumas amigas e um gato de estimação,Francisco pregava para os animais.Quando Clara decidiu seguir Cristo,pediu a Francisco que cortasse seus cabelos,o mesmo o fez.Santa e lá Francisco,conversou com o Clara fundou a congreção das Clarissas.Assim meus amigos encerro deixando ainda muita história bonita pra contar.Espero assim acabar com os mitos de que:
Francisco e  Clara eram namorados.
 Francisco é a encarnação de João Batista.
Que ele nasceu numa manjedoura.
Que foi batizado no rio.
Nada disso é verdade,a verdade é esta que pesquisei com muito carinho.
Mas o que  devemos saber que São Francisco de Assis é o mesmo São Francisco das Chagas,Assis porque nasceu na cidade de Assis,Itália e Chagas porque recebeu os estigmas de Cristo.Um dia já perto de sua morte,São Francisco amava tanto o Cristo crucificado que pediu ardentemente duas graças: que antes de morrer pudesse ele mesmo sentir na alma e no corpo o amor e o sofrimento da paixão.
O Santo de Assis alcançou essas duas graças. Ele pode ver no céu, um Serafim todo resplandecente de luz que se lhe aproximou e então recebeu os estigmas de Cristo, transpassando-lhe os pés e as mãos. Isto se deu em 14 de Setembro de 1224,Ele fez grandes milagres com seus estigmas,que escondia até de seus próprios filhos espirituais,morreu cego,mas antes juntou todos na ceia e mandou ler o Evangelho.Ele faleceu 3 de outubro e foi sepultado 4 de outubro de 1226.Obrigada a você que leu este resumo,sei que biografia deve ser na intégra ,meu intuto é divulgar uma fé uma crença um exemplo de que Deus quando escolhe, Ele exige.
Um abraço da irmã em Cristo.

domingo, 2 de outubro de 2011

Poesias







Preciso andar, até encontrar um rio,
Deixar na beira, as minhas incertezas...
E apostando nos meus desafíos,
Virar um peixe em suas correntezas...

Preciso andar, até ferir meus pés,
Sou andarilho à caça de emoções...
Desafiando os ventos mais hostis,
Rodopiando, como os furacões...

Preciso amar, como ninguém amou,
Com todas minhas forças vicerais...
Um coração xifópago do meu.
Que me transporte à cima dos mortais...





Coisas da realidade


Sobre mim correm incertezas
As vertentes a se acreditar
Dissolvem-se (in)esperadamente

Ser prudente em atitudes
Ser fiel em princípios
São facilmente ridicularizados

A banalidade dos atos mais equivocados
A inversão do que é certo (ou ético) para o que deve ser feito
Passam a ser rotina em nossa mente juvenil (ou seria varonil?)

Quando as máscaras caem
Restam as marcas
Na face daqueles que dessa ideologia se diferem
Aparecem as manchas dolorosas do seu não escravismo

A moeda de troca está no ponto mais alto destes
Mas parecem enraizadas ao chão
Cravadas sem compaixão

E a verdade?
Vamos bater na realidade
Vamos seqüestrar a pequena liberdade
Vamos torturar a última igualdade

E agora José?
Onde estão os líderes da certidão, ou melhor, da rebelião?
Alguém os viu...
Sumiu!





INCERTEZAS

Hoje prá você sou presente,
És presente prá mim também,
Mas amanhã, o que seremos?
Talvez vaga lembrança, do belo amor que vivemos...
Hoje és luz de brilho intenso,
Razão de tudo que vivo e penso,
Hoje tens meus versos, meu carinho,minha admiração,
Meu amor, meu coração... Enfim!
Mas e amanhã,
O que terás de mim?
E eu, o que terei de você?
Teremos ainda este amor?
Seremos saudade e dor?
Ou nem saudade e dor seremos?
Eraldo Pinheiro

A morte.

Nascer...crescer...morrer!
Mas por que?
Se nos faz sofrer!
É uma partida sem volta.
Sem tempo pra despedida
Não tem aviso...
Só há tristeza!
Diante do corpo inerte.
Toda família fica abatida...!
Os amigos oprimidos...!
A melancolia reina no ar.

Não estamos preparados.
Achamos que morrer é acabar!
Mas não há razão  pra pensar...
A morte é uma mudança de lugar.
Estamos aqui de passagem.
Somos turista na terra ;
Com tempo pra voltar.
Pra junto do nosso Pai eterno.
Viver para sempre no melhor lugar!
Por isso é importante,
Ser um turista de bem com a vida,
Vivendo sempre para amar!
valdenice
Enviado por Valsouzapaz em 19/01/2008
Nossas incertezas são infiéis e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos obter, simplesmente por medo de arriscar. Mas isso só demonstra o quão pouco se sabe da vida quando se é garoto.
Junior Rodriguez





    




O Fim do Mundo
Cecília Meireles


A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste - mas que importância tem a tristeza das crianças?

Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos - além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.

Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus - dono de todos os mundos - que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos - segundo leio - que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração.
Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos - insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.

Ainda há uns dias a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...

Texto extraído do livro "
Quatro Vozes", Distribuidora Record de Serviços de Imprensa - Rio de Janeiro, 1998, pág. 73.
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