segunda-feira, 30 de julho de 2012

Mensagem

Mensagens para Facebook Deus e a Amizade

Oração da família




(Card. Dannels)
Senhor, nosso Pai,
Tu quiseste que o Teu Filho
nascesse e crescesse
no seio de uma família como as outras.
Assim, ao longo de uma vida simples,
Ele aprendeu, pouco a pouco
de José e de Maria
a tornar Se adulto
e a descobrir a sua missão.

Por isso, Senhor, nosso Pai,
nós Te pedimos que as famílias de hoje
sejam fortes, estáveis e vivam em harmonia.
Que cada um atinja o pleno desenvolvimento
na alegria de estar juntos, até ao perdão.
Que elas escutem todos os apelos
vindos de fora.

Pai, tu que és todo Ternura,
concede às famílias feridas pela doença,
o luto, a divisão ou a ruptura,
a coragem de continuarem a crescer
e a esperar em Ti,
sem nunca perderem a confiança um no outro.

Que cada família acolha o Teu Espírito
e, dia após dia, d’Ele receba a inspiração.
Isto é vital para a Igreja.
Isto é vital para o mundo.

(Cardeal G. Dannels, Bélgica)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A Cerca




Era uma vez um menino com temperamento muito forte. Seu pai deu-lhe um saco de pregos, dizendo-lhe que cada vez que ele ficasse furioso (bravo) pregasse um prego na cerca do fundo da casa.

No primeiro dia o garoto pregou 37 pregos, mas gradualmente ele foi se acalmando. Descobriu que era mais fácil "segurar" seu temperamento do que pregar os pregos na cerca.

Finalmente chegou o dia em que o garoto não se enfureceu nenhuma vez. Contou ao pai o que havia sucedido e pai sugeriu-lhe que, de agora em diante por cada dia que conseguisse segurar seu temperamento retirasse um dos 37 pregos.

Passou-se o tempo e o garoto finalmente pode dizer ao pai que tinha retirado todos os pregos.

O pai tomou o filho pela mão e levou-o até a cerca dizendo-lhe:

- Você fez muito bem meu filho, mas a cerca nunca mais será a mesma. Quando você diz coisas quando está furioso, elas deixam uma cicatriz assim como as marcas da cerca. Você pode fincar e retirar uma faca em um homem. Não importa quantas vezes você possa dizer; "desculpe", a ferida mesmo assim permanecerá. Uma ferida verbal é tão ruim (maligna) quanto uma ferida física. Amigos são uma jóia muito rara. Eles fazem você sorrir e estimulam você a ter sucesso. Eles emprestam um ouvido amigo, repartem uma palavra de elogio, eles querem sempre abrir seus corações para nós."

quinta-feira, 26 de abril de 2012

PERFEIÇÃO

 

Preparação

  1. Primeiro, adora os Deuses Imortais, como eles estabeleceram e ordenaram na Lei.
  2. Reverencia o Juramento, e a seguir os Heróis, plenos de bondade e luz.
  3. Honra igualmente os Demónios Terrestres prestando-lhes o culto que lhes é legalmente devido.
      Purificação

  1. Honra igualmente os teus pais, e aqueles que te são mais próximos.
  2. De todo o resto da humanidade, faz teu amigo aquele que se distinguir pela sua virtude.
  3. Ouve sempre as suas pacíficas exortações, e toma como exemplo as suas virtuosas e úteis acções.
  4. Evita tanto quanto possível odiar os teus amigos por faltas insignificantes.
  5. E compreende que poder é um vizinho próximo da necessidade.
  6. Sabe que todas estas coisas são como as disse a ti; e habitua-te a superar e a vencer estas paixões:
  7. Primeiro a gula, preguiça, luxúria e ira.
  8. Não faças nada de mal, nem na presença de outros, nem em privado,
  9. Mas acima de tudo, respeita-te a ti mesmo.
  10. A seguir, observa a justiça nos teus actos e nas tuas palavras,
  11. E não te habitues a comportares-te em todas as coisas sem regra e sem razão,
  12. Mas considera, sempre, que é ordenado pelo destino que todos os homens morram,
  13. E que os bens da sorte são incertos; e que como podem ser adquiridos, assim podem ser igualmente perdidos.
  14. No que concerne a todas as calamidades que os homens sofrem pela divina fortuna,
  15. Suporta, com paciência, o teu fado, seja ele qual for, e nunca te lastimes,
  16. Mas esforça-te no que puderes corrigir.
  17. E leva em consideração que o destino não envia a maior porção destas desgraças aos homens bons.
  18. Há entre os homens muitas formas de raciocinar, boas e más;
  19. Não os admires nem os rejeites com muita facilidade.
  20. Mas se forem ditas falsidades, ouve-os com suavidade, e arma-te com paciência.
  21. Observa bem, em todas as ocasiões, o que te vou dizer:
  22. Não deixes que nenhum homem, seja por palavras, seja por actos, te seduza,
  23. Nem te seduzas tu ao dizeres ou fazeres o que não for proveitoso para ti mesmo.
  24. Informa-te e delibera antes de actuares, para que não cometas acções disparatadas,
  25. Porque isso é próprio de um homem miserável: o falar e actuar sem reflectir.
  26. Mas faz o que mais tarde te não afligir nem te causar arrependimento.
  27. Nunca faças nada que não compreendas.
  28. Mas aprende tudo o que tens obrigação de conhecer, e assim levarás uma vida feliz.
  29. De nenhum modo neglicencies a saúde do teu corpo;
  30. Mas dá-lhe bebida e comida na justa medida, e exercita, também, o que de tal tiver necessidade.
  31. Por medida quero dizer o que te não incomoda.
  32. Habitua-te a um estilo de vida simples e decente, sem ostentações.
  33. Evita tudo o que suscitar inveja,
  34. E não sejas perdulário sem motivo, como alguém que não sabe o que é decente e honroso.
  35. Nunca sejas cobiçoso nem avarento; a justa medida é excelente nestas coisas.
  36. Faz apenas aquilo que não pode ferir-te e pondera cuidadosamente antes de o fazeres.


Perfeição



  1. Nunca permitas que o sono feche os teus olhos, depois de teres ido para a cama,
  2. Até teres examinado, com a tua razão, todas as tuas acções do dia:
  3. Em que é que eu errei? O que é que eu fiz? O que é que eu não fiz e que devia ter feito?
  4. Se neste exame achares que fizeste mal, repreende-te severamente;
  5. E se fizeste algo bom, regozija-te.
  6. Pratica minuciosamente todas estas coisas; medita bem nelas; deves amá-las com todo o teu coração;
  7. Elas irão pôr-te no caminho da virtude divina.
  8. Eu o juro por aquele que passou para as nossas almas a Tetraktis Sagrada, a fonte da natureza, cuja causa é eterna.
  9. Mas nunca deites mão a nenhuma obra antes de teres, em primeiro lugar, rogado aos deuses que aperfeiçoem o que vais começar.
  10. Quando fizerdes disto um hábito familiar,
  11. Conhecerá a constituição dos Deuses Imortais e dos homens.
  12. Verás quão extensa é a diversidade dos seres e aquilo que os contém e os mantém presos;
  13. Igualmente saberás que, de acordo com a Lei, a natureza deste universo é semelhante em todas as coisas;
  14. Deste modo não terás de esperar o que não deves esperar; e nada neste mundo te será oculto.
  15. Igualmente saberás que os homens lançam sobre si mesmos as suas próprias desgraças, voluntariamente, e por sua própria e livre opção.
  16. Infelizes que eles são! Nem vêem nem compreendem que o seu bem está junto deles.
  17. Poucos sabem como se livrar das suas desgraças.
  18. Tal é o fado que prende a humanidade, e lhe rouba a consciência.
  19. Como grandes ondas, rolam de um lado para o outro e oprimem-se com males inumeráveis.
  20. Pois uma luta fatal, inata, persegue-os por toda a parte, sacudindo-os para cima e para baixo; nem eles percebem isso.
  21. Em vez de provocarem e excitarem isso, deviam evitar isso tornando-se úteis.
  22. Oh! Zeus, nosso Pai! Se não libertares os homens de todos os males que os oprimem,
  23. Mostra-lhes de que demónios se devem servir.
  24. Mas toma coragem; a raça do homem é divina;
  25. A natureza sagrada revelar-lhes-á os mais recônditos mistérios;
  26. Se ela te revelar os seus segredos, facilmente realizarás todas as coisas que te recomendei
  27. E pela cura da tua alma, libertá-la-ás de todos os males, de todas as aflições.
  28. Mas abstém-te de carnes que nós proibimos nas purificações e na libertação da alma;
  29. Faz uma distinção justa das mesmas e examina bem todas as coisas.
  30. Deixando-te, sempre, guiar e ser dirigido pela compreensão que vem do alto e que deve segurar as rédeas,
  31. Quando, tendo-te despojado do teu corpo mortal, chegares ao mais puro Éter,
  32. Serás um Deus imortal, incorruptível e a Morte não mais terá domínio sobre ti.



UM BREVE COMENTÁRIO



Versos 1 a 3 – É curioso notar a hierarquização dos seres espirituais em deuses, heróis ou semideuses, e demónios terrestres, e o facto de se situarem abaixo do Deus Criador, a quem os Deuses Imortais prestaram um Juramento que deve ser reverenciado, o de preservar todas as coisas nos seus lugares, e manter a beleza e a harmonia do Universo. Os Demónios Terrestres serão, em minha opinião, os Egos de homens justos e bons que já alcançaram a libertação do ciclo de morte e vida, ou estão prestes a alcançá-la, isto é, altos Iniciados. Recorde-se que Sócrates dizia ter, como companheiro, o seu demónio.

Versos 40 a 44 – Trata-se, evidentemente, do exercício de Retrospecção que Max Heindel nos transmitiu e que tanto prezava.

Verso 47 – Este juramento é feito perante o próprio Pitágoras, de onde a hipótese de Os Versos de Ouro não terem sido escritos por ele, mas por um dos seus discípulos.

A Tetraktis[3] é o número quaternário, ou o 10 formado pela adição dos quatro primeiros números (1+2+3+4), um dos conceitos fundamentais na doutrina pitagórica. O quatro simboliza a terra, a totalidade do criado e do revelado, sendo a totalidade do criado também a totalidade do perecível. Pitágoras dizia que a nossa alma é formada pela tetraktis, ou seja a inteligência, a ciência, a opinião e a sensação.

Verso 62 – Estes demónios são os seus próprios Egos superiores,  porque vê-los e conhece-los significa estar livre de todos os males.

1] Discípulo de Pitágoras, um dos poucos que escaparam à perseguição movida pelo tirano Cílon, como vingança de ter sido rejeitada a sua admissão à Escola de Crotona. Lisis fugiu para a Grécia e fixou-se em Tebas, onde foi amigo e mestre de Epaminondas.




[2] Hierocles de Alexandria (Sec V A.D.), filósofo neoplatonista, que se notabilizou por volta do ano 430. Foi discípulo de Plutarco e ensinou durante alguns anos em Alexandria, de onde, porém, terá sido banido. Mudou-se para Constantinopla, mas as suas opiniões religiosas foram tidas como tão ofensivas que foi preso e chicoteado. A única obra completa que chegou até nós é o seu comentário a Carmina Aurea de Pitágoras.

Não confundir esta personagem com outras com o mesmo nome e também relacionadas com Alexandria.

[3] Τετρακτΰς, em grego


Ficheiro:Sanzio 01 Pythagoras.jpg

Amizade



Charles chaplin
Ei! Sorria... Mas não se esconda atrás desse sorriso...
Mostre aquilo que você é, sem medo.
Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu.
Viva! Tente! A vida não passa de uma tentativa.
Ei! Ame acima de tudo, ame a tudo e a todos.
Não feche os olhos para a sujeira do mundo, não ignore a fome!
Esqueça a bomba, mas antes, faça algo para combatê-la, mesmo que se sinta incapaz.
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faça dos defeitos uma distancia, e sim, uma aproximação.
Aceite! A vida, as pessoas, faça delas a sua razão de viver.
Entenda! Entenda as pessoas que pensam diferente de você, não as reprove.
Ei! Olhe... Olhe a sua volta, quantos amigos...
Você já tornou alguém feliz hoje?
Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?
Ei! Não corra. Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você.
Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga.
Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela.
Chore! Lute! Faça aquilo que gosta, sinta o que há dentro de você.
Ei! Ouça... Escute o que as outras pessoas têm a dizer, é importante.
Suba... faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo,
Mas não esqueça daqueles que não conseguem subir a escada da vida.
Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de bom dentro de você.
Procure acima de tudo ser gente, eu também vou tentar.
Ei! Você... não vá embora.
Eu preciso dizer-lhe que... te adoro, simplesmente porque você existe.

Mudar.

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Edson Marques
Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.

Durma no outro lado da cama…
depois, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais…
leia outros livros,
Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.

Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado…
outra marca de sabonete,
outro creme dental…
tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.

Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.

Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem
despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !

Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!!!!

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Camarada D'água

Camarada, d'onde vem essa febre
Nossa alegria breve
Por enquanto nos deixou
Camarada, viva a vida mais leve
Não deixe que ela escorregue
Que te cause mais dor

Caixa d'água guarda a água do dia
Não cabe tua alegria
Não basta pro teu calor

Viva a tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor
E amanheça brilhando mais forte
Que a estrela do norte
Que a noite entregou

Camarada d'água
Fique peixe de manhã, de madrugada
Fique toda hora que for

Você é riacho
E acho que teu rio corre pra longe do meu mar
Mar marvado seria o rio
Que correndo do meu riacho
Levaria o que acho
Pra onde ninguém pode achar

Como pode um peixe vivo viver fora da água fria?
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia?

Viva a tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor

E amanheça brilhando mais forte
Que a estrela do norte
Que a noite entregou
Composição: Fernando Anitelli / Danilo Souza

domingo, 8 de abril de 2012

"Val_mensagens"

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FELIZ  PÁSCOA A TODOS

Curiosidades bíblicas.

Significado de nomes bíblicos



Aarão - Arca
Abdão ou Abdom - sérvulo de Deus
Abdias - servo do Senhor
Abel - filho
Absam - o veloz
Abessalão - Deus é paz
Abião - Deus é pai
Abiatar - Deus dá abundância
Abigail - fonte de alegria ou meu pai é alegria
Abimeleque - Deus é rei
Abinadabe - meu pai é generoso
Abirão - Deus é excelso
Abiú - Deus é pai
Abner - Deus é luz
Abraão - pai de muitos povos
Absalão - Deus é prosperidade
Acabe - igual a meu pai
Acaz - possuidor
Acsa - anel no tornozelo
Ada - ornamento
Adadezer - o protegido
Adão - o homem
Adonias - Javé É O Senhor
Adonibezeque - senhor de Bezeque
Adoniram - Deus é exaltado
Adonisedeque - o Senhor é justo
Adurão - o Senhor é execelso
Ageu - o festivo
Agripa - que nasceu com os pés para frente
Aicão - Deus exalta-se
Airão - meu irmão (Deus) é excelso
Álcimo - elevado por Deus
Alfeu - Deus substituiu
Amã - o grande
Amasá -auxiliado por Deus ou Deus é forte
Amasias - o Senhor é forte
Aminadabe - o Senhor mostrou-se generoso
Aminom - digno de confiança
Amirom - Deus é sublime
Ampliato - aumentado
Ana - cheia de graça
Ananias - o Senhor tem sido misericordioso
André - forte, viril
Andrônico - vencedor dos homens
Anrafel - a boca de Deus falou
Antípatro - o retrato do pai
Aode - glória
Apolônio - consagrado a Apolo
Áquilas - homem do norte
Aquimeleque - Deus é rei
Aquinoão - Deus é amável
Aquior - Deus é luz
Aquitobe - meu irmão (Deus) é bom
Ariel - leão de Deus
Ario - dedicado a ares, rei da guerra
Arioque - nobre
Aristarco - soberano exímio
Aristóbulo - conselheiro excelente
Arquelau - chefe do povo
Arquipo - mestre-estábulo
Artaxerxes - o grande rei
Asá - Deus fez
Asael - Deus o fez
Asaf - Deus foi benevolente (para mim)
Asera - deusa dos tiros
Asíncrito - incomparável
Azael - Deus viu
Azarias - o Senhor ajudou
B
-
Baal - dono, senhor
Baltasar - proteja o rei ou proteja sua vida
Banaías - Deus construiu
Baraque - raio
Barjésus - filho de Jesus
Barjona - filho de Jona
Barnabé - filho da consolação
Barrabás - filho do mestre
Barsabás - nascido em sábado
Bartimeu - filho de Timeu
Bartolomeu - filho de Tolmai ou Talmai
Baruque - Deus seja bendito
Basemá - bálsamo
Batuel - homem de Deus
Berenice - que leva à vitória
Berzelai - homem de ferro
Beseleel - na sombra de Deus
Betânia - casa do pobre
Betsabé - a viçosa
Boanerges - filhos da tempestade
Boos - nele há força
C
Caio - feliz, alegre
Calebe - cão
Cefas - Pedro
Cis - dom
Cloé - folhagem viçosa
Coré - o calvo
Crispo - de cabelo crespo
Cristo - Ungido , (hebraico) - Messias.
D
Dã - fazer justiça
Dalila - mulher dócil
Dâmaris - implorada pelo povo
Daniel - Deus é meu juiz
Davi - chefe ou amado
Débora - abelha
Demétrio - consagrado a
Deméter ( a deusa terra-mãe)
Dina ou diná - a julgada
Dionísio - filho de zeus ( o deus do vinho)
Diótrefes - alimentado por Zeus
E
Ebede - servo
Edom - o ruivo
Efraim - frutífero
Élcana - Deus fundou
Eleazar - Deus ajudou
Electa - eleita
Eli - (Heli)
Eliacim - (Eliaquim)
Eliaquim - que Deus estabeleça
Elias - Javé é Deus
Eliezer - Deus é auxílio
Elimeleque - Deus é rei
Elisabete - Deus é plenitude ou consagrada a Deus
Eliseu - Deus ajudou
Eliú - ele é Deus
Eloim - Javé é o Deus e não há outro senão ele
Emanuel - Deus conosco
Enéias - herói da lenda
Enós - homem
Epafras - forma reduzida de
Epafrodito - o encantador
Epêneto - o elogiado
Erasto - o amado
Esaú - o peludo, o cabeludo
Esbaal - o seguidor de Baal
Esdras - Deus é auxílio
Estáquis - espiga de milho
Estéfanas - que usa coroa
Ester - estrela
Estêvão - coroa
Etã - o constante
Eunice - a vitoriosa
Eubulo - bom conselheiro
Êutico - o próspero
Eva - dar vida ou mãe de todos os vivos
Evódia - que escolhe um bom caminho
Ezequias - Deus é minha força
Ezequiel - Deus fortalece
F
Facéia - Deus abriu os olhos
Farés - o que rompe
Filêmon - que ama
Fileto - o amado
Filipe - amador de cavalos
Finéias - egípcio ou mouro
Flegonte - o fervoroso
Fortunato - favorecido pela sorte
G
Gabael - gabelo
Gabelo - Deus é elevado
Gabriel - enviado de Deus ou Deus mostrou-se forte
Gade - boa sorte
Gamaliel - Deus me fez bem
Gedeão - lutador de espada
Gérson - estrangeiro, peregrino
Godolias - o Senhor mostrou sua grandeza
Golias - transmigração, passagem
H
Habacuque - abraço
Hades - o invisível
Hagite - nascida numa festa
Hamurábi - o quente
Hanâni - Deus compadeceu-se
Hanom - compadecer-se
Hazael - Azael
Héber - companheiro
Hélcias - Deus é a minha sorte
Heli - o Senhor é excelso
Heliodoro - dádiva do deus-sol
Hemã - feliz Henoque - Enoque
Hermas - dádiva de
Hermes (deus grego)
Hermógenes - descendente de
Hermes Herodes - filho de herói
Herodíades - filha de herói
Herodião - filho de herói
Hirão ou Hirom - O irmão (Deus) é sublime
Hosana - salva-nos, te pedimos
Hur - branco
I
Icabode - desapareceu a glória
Isabel - Elisabete
Isaías - Deus é a salvação
Isaque - a divindade riu
Isbaal ou Isbosete - homem da vergonha
Ismael - Deus ouve
Israel - o que governa com Deus
J
Jacó - aquele que suplanta, que vence
Jael - cabra selvagem
Jafé - Deus lhe dê largo espaço
Jair - o iluminado por Deus
Jairo - Jair
Jaquim - Deus dê firmeza
Jasão - curandeiro
Javé - o nome próprio de Deus, na Bíblia hebraica
Jeconias - Deus dê força
Jedidiá - predileto de Deus
Jefté - que Deus liberte
Jetro - primazia
Jeremias - Deus é sublime
Jerobaal - Baal mostre sua grandeza
Jeroboão - que o povo se multiplique
Jesonias - Deus atenda
Jessé - homem de Deus
Jesus - Deus é seu auxílio ou sua salvação
Joabe - Deus é pai
Joacaz - Deus segura minha mão
Joana - forma feminina de João
João - Deus é gracioso
Joaquim - elevado de Deus
Joás - Deus doou
Joatão - Deus mostrou-se justo
Joel - Javé é Deus
Jona - pomba
Jonadabe - Deus mostrou-se benéfico
Jonas - pomba
Jônatas - dado por Deus
Jorão - Deus é excelso
Josafá - Deus julga
José - aquele que acrescenta
Josias - Deus traz a salvação
Josué - Deus é a salvação
Judite - louvada
L -
Labão - branco
Lameque - jovem forte
Lamuel - consagrado a Deus
Lázaro - Deus é o meu auxílio
Levi - unido, ajuntado
Lia - novilha, vitela
Lino - linho
Lisânias - aquele que livra de preocupações
Lísias - aquele que liberta
Lucas - luz
M-
Macabeu - valoroso, ilustre, guerreiro, vingador
Malalieu - Deus faz resplandecer a sua luz
Malaquias - meu mensageiro
Malco - rei
Manaém - consolador
Manassés - aquele que faz esquecer
Mara - amargo
Marcos - servo de Marte
Mardoqueu - pertencente ao deus Marduque
Maria - soberana, senhora ou amada por Javé
Marta - senhora
Matatias - presente de Deus
Mateus - presente de Deus
Matias - ( forma reduzida de Matatias)
Maviael - Deus vivifica
Melquisedeque - rei da justiça
Merari - o robusto
Meribaal -adversário de Baal
Messias - o ungido
Matusael - homem de Deus
Micael - (Miguel)
Micol - (forma reduzida de Micael)
Miguel - Quem é com Deus
Miquéias - (variante de Micael)
Misael - nome derivado de Miguel
Moabe - do próprio pai
Moisés - dar à luz, salvo das águas
Moloque - rei (deus pagão)
N -
Naamã - a criança é amável
Nabal - tolo
Nabi - profeta
Nabote - broto
Nabucodonosor - Nabu proteja o filho
Nacor - o roncador
Nadabe - Deus mostrou-se generoso
Natã - dádiva de Deus
Natanael - dádiva de Deus
Naum - Deus consola
Nazireu - consagrado à Deus
Neemias - Deus consola
Neftali - lutador
Nicanor - vencedor de homens
Nicodemos - aquele que vence com o povo
Nicolau - aquele que vence com o povo
Nilo - (egípcio) o rio
Noé - descanso
Noemi - minha amenidade
O -
Obede - aquele que serve
Ocozias - Deus segura minha mão
Ofni - ( do egípcio através do hebraico) rãzinha
Onã - o robusto
Onesíforo - que traz utilidade
Onésimo - útil
Onias - Deus é clemente
Ooliabe - uma tenda é a divindade *
Oséias - Deus salva
Osias - (Ozias)
Otoniel - leão de Deus
Oza - (Uziel)
Ozias - uma das variantes de Azarias
Oziel - variante de Uziel
P
Pármenes - aquele que fica
Pátrobas - que deve a vida ao pai
Paulo - de baixa estatura
Pedro - pedra, rocha
Pérside - a persa
Pilatos - armado de lança
Prisca - anciã, a venerável
Públio - público, popular
Pudente - pudente, pudoroso, casto
Putifar - dado pelo sol
Q -
Querubim - Deus abençoa ou Deus é louvado
R -
Rabi - meu Senhor
Rafael - Deus curou
Raguel - amigo de Deus
Raquel - ovelha
Rebeca - a que liga, a que une
Roboão - O povo dilatou-se
Rode - rosa
Romelia - Deus seja sublime
Rubem - eis um filho
Rufo - O ruivo
Rute - Plena de beleza ou amiga
S -
Sadoque - sagrado
Safira - pedra preciosa
Sálmana - sacrifício
Salmon - luz, esplendor
Salomão - prosperidade ou o sacrífico
Salomé - sã e salva ou paz
Samuel - ouvido por Deus
Sansão - igual ao sol
Sara - soberana
Sarasar - o deus Betel proteja o rei
Sárvia - a perfumada com almácega
Saul - o implorado
Saulo - forma grecizada do hebraico Saul
Sedecias - Deus é minha ajuda
Séfora - avé
Sem - nome afamado
Senaqueribe - o deus Sim aumenta o número de meus irmãos
Sete - compensação
Silas - forma grecizada do nome Saul
Silvano - forma latinizada do nome Silas
Simão - o mesmo que Simeão
Simeão - Deus ouviu
Sofonias - Deus protege
Sópatros - salvador de seu pai
Sosípatros - salvador de seu pai
Sóstenes - o robusto
Sulamita - moça de Suném ou mulher digna de Salomão Susana - lírio
T
Tabeel - Deus é bom
Tabita - gazela
Tadeu - o corajoso
Tamar - tamareira
Taré - bode
Tebni - testa-de-ferro
Teófilo - amado por Deus
Tércio - o terceiro
Tértulo - forma diminutiva de Tércio
Tiago - forma vernácula de Jacó
Timão - o honrado
Timeu - forma reduzida de Bartimeu
Timóteo - que honra a Deus
Tíquico - o felizardo
Tirano - senhor absoluto, usurpador do poder
Tito - (latim) pombo selvagem, (grego) temente a Deus
Tobias - Deus é bondoso
Tomé - gêmeo
Trófimo - filho de criação
Tubal - ferreiro
U-
Urbano - civilizado
Urias - Deus é luz
Uriel - Deus é luz
Uziel - forma tomada de Eleazar- Deus ajuda
V-
Vasti - a mais bela
X -
Xadai - o Todo-Poderoso, nome divino usado no Antigo Testamento
Xamaxe - o Sol
Xerxes - forma grega do nome hebraico Assuero
Z -
Zabulão - morada
Zacarias - lembrado de Deus
Zambri - ajudado por Deus
Zaqueu - o puro
Zará - Deus brilhou
Zebe - variante de Orebe
Zebedeu - forma gracizada do nome Zabdi ou Zabdiel
Zabdi ou Zabdiel - presente de Deus
Zenas - presente de Zeus
Zorobabel - broto de Babel

sábado, 17 de março de 2012

A história de amor de Gordon e Norma Yeager




A história de amor de Gordon e Norma Yeager, que começou na escola secundária e durou 72 anos, terminou na última quarta-feira (12) após um acidente de carro. Segundo a família, o veículo deles chocou-se com outro, que vinha em sentido contrário. O casal morreu de mãos dadas em um hospital de Marshalltown, em Iowa (EUA).

O namoro de Gordon, 94, e Norma, 90, teve início na escola secundária. No dia da formatura, Gordon a pediu em casamento. O matrimônio aconteceu no dia 26 de maio de 1939; eles tiveram quatro filhos. “Um não iria conseguir viver sem o outro. Era um romance à moda antiga”, garante Dennis, o filho mais novo.

Gordon morreu às 15h38. Norma, que segurava as mãos do marido, faleceu uma hora depois. Os dois foram velados um ao lado do outro, com as mãos dadas. Depois de cremados, as cinzas foram misturadas, a pedido dos filhos.

“Nenhum deles gostaria de ter sobrevivido ao outro. Eles gostavam de fazer tudo juntinhos”, disse Donna Sheets, a filha mais velha, à TV local KCCI.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Luís de Camões


Luís Vaz de Camões (Lisboa[?], c. 1524 — Lisboa, 10 de junho de 1580) foi um célebre poeta de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura em língua portuguesa e um dos grandes poetas do Ocidente.
Pouco se sabe com certeza sobre a sua vida. Aparentemente nasceu em Lisboa, de uma família da pequena nobreza. Sobre a sua infância tudo é conjetura mas, ainda jovem, terá recebido uma sólida educação nos moldes clássicos, dominando o latim e conhecendo a literatura e a história antigas e modernas. Pode ter estudado na Universidade de Coimbra, mas a sua passagem pela escola não é documentada. Frequentou a corte de Dom João III, iniciou a sua carreira como poeta lírico e envolveu-se, como narra a tradição, em amores com damas da nobreza e possivelmente plebeias, além de levar uma vida boémia e turbulenta. Diz-se que, por conta de um amor frustrado, se autoexilou em África, alistado como militar, onde perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente. Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes, combateu bravamente ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista Os Lusíadas. De volta à pátria, publicou Os Lusíadas e recebeu uma pequena pensão do rei Dom Sebastião pelos serviços prestados à Coroa, mas nos seus anos finais parece ter enfrentado dificuldades para se manter.


Vencido está de amor

Vencido está de amor Meu pensamento
O mais que pode ser Vencida a vida,
Sujeita a vos servir e Instituída,
Oferecendo tudo A vosso intento.

Contente deste bem, Louva o momento
Outra vez renovar Tão bem perdida;
A causa que me guia A tal ferida,
Ou hora em que se viu Seu perdimento.

Mil vezes desejando Está segura
Com essa pretensão Nesta empresa,
Tão estranha, tão doce, Honrosa e alta

Voltando só por vós Outra ventura,
Jurando não seguir Rara firmeza,
Sem ser no vosso amor Achado em falta.
Luís de Camões

O Homem Nu



Ao acordar, disse para a mulher:
— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.
— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:
— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.
Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares... Desta vez, era o homem da televisão!
Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:
— Maria, por favor! Sou eu!
Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.
Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.
— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.
E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!
— Isso é que não — repetiu, furioso.
Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.
Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu...

A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:

— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
— É um tarado!

— Olha, que horror!

— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!

Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.

— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.

Não era: era o cobrador da televisão.
Fernando Sabino

Soneto de Maior Amor


Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
Vinícius de Morais

O ENCANTO NOSSO DE CADA DIA!


Ainda bem que o tempo passa! Já imaginou o desespero que tomaria conta de nós se tivéssemos que suportar uma segunda feira eterna?
A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência. Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia. Certa vez, ela resolveu armar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto.
O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar.
Foi então que a menina descobriu que, o canto do pássaro só existia, porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto, a parcela de encanto que seria necessário, para que a menina pudesse suportar a vida. O encanto alivia a existência...Aprisionado, ela o possuia, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto!
Fico pensando que nem sempre sabemos recolher só encanto... Por vezes, insistimos em capturar o encantador, e então o matamos de tristeza.
Amar talvez seja isso: Ficar ao lado, mas sem possuir. Viver também.
Precisamos descobrir, que há um encanto nosso de cada dia que só poderá ser descoberto, à medida em que nos empenharmos em não reter a vida.
Viver é exercício de desprendimento. É aventura de deixar que o tempo leve o que é dele, e que fique só o necessário para continuarmos as novas descobertas.
Há uma beleza escondida nas passagens... Vida antiga que se desdobra em novidades. Coisas velhas que se revestem de frescor. Basta que retiremos os obstáculos da passagem. Deixar a vida seguir. Não há tristeza que mereça ser eterna. Nem felicidade. Talvez seja por isso que o verbo dividir nos ajude tanto no momento em que precisamos entender o sentimento da tristeza e da alegria. Eles só são suportáveis à medida em que os dividimos...
E enquanto dividimos, eles passam, assim como tudo precisa passar.
Não se prenda ao acontecimento que agora parece ser definitivo. O tempo está passando... Uma redenção está sendo nutrida nessa hora...
Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes. Olhe para a janela de sua vida e perceba o pássaro encantado na sua história. Escute o que ele canta, mas não caia na tentação de querê-lo o tempo todo só pra você. Ele só é encantado porque você não o possui.
E nisto consiste a beleza desse instante: o tempo está passando, mas o encanto que você pode recolher será o suficiente para esperar até amanhã, quando o passaro encantado, quando você menos imaginar, voltar a pousar na sua janela.
Padre Fábio de Melo

Albert Einstein

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Preciso de Alguém.


"Que me olhe nos olhos quando falo.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado; alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odia-lo por isso.
Neste mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nesta coisa misteriosa, desacreditada, quase impossivel de encontrar: A Amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida.
Mesmo que isto seja pouco para as suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo:
"Nós ainda vamos rir muito disso tudo"
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher o meu Amigo.
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela..."
Charlie Chaplin
Charles Chaplin

terça-feira, 13 de março de 2012

Biografia de Vincent Van Gogh


Vincent Van Gogh nasceu na Holanda, em 1853. Aos 15 anos, já trabalhava para um comerciante de arte, na cidade de Haia. Alguns anos depois, foi morar em Londres e depois em Paris. Por causa do interesse que tinha por assuntos religiosos, estudou Teologia, em Amsterdã. Foi pastor na Bélgica por seis meses, onde ficou impressionado com a vida e o trabalho de mineiros e, inspirado, fez vários desenhos a lápis.

Dividiu seus bens, que eram poucos, entre os pobres e passou a ser sustentado pelo irmão. De volta para Haia, em 1880, passou a se dedicar mais a pintura.

Em 1886, Van Gogh foi para Paris, morar com seu irmão. Após dois anos na cidade, resolveu mudar-se para Arles, ao sul da França. Lá, o pintor alugou uma casa e intensificou sua produção, ao lado do pintor Gauguin. A idéia do pintor era fundar um centro artístico naquela região.

Depois de um período de convivência pacífica entre os dois, começa uma fase de muita discussão. Em 1888, Van Gogh atacou Gauguin com uma navalha. Atormentado pelo fracasso do ataque e transtornado, Van Gogh cortou o próprio lóbulo da orelha esquerda com a navalha do ataque. Embrulhou-o e entregou a uma prostituta.

Após um tempo no hospital, em 1889 o pintor apresentava sinais de disfunção mental. Encontrava-se tranquilo em um momento e tinha alucinações, em outro. Foi internado em um asilo, pelo irmão. Mas não deixou de pintar, fazendo obras que eram reconhecidas, cada vez mais, pela classe artística.

Em 1890, aparentemente recuperado, foi morar em Auvers-sur-Oise e começou a pintar freneticamente.

Em julho deste ano, o pintor teve uma recaída. Seu estado mental foi agravado pelo inconformismo com a situação financeira do irmão, que enfrentava dificuldades. Em um passeio, Van Gogh atirou contra si mesmo, no tórax. Foi encontrado por amigos e foi levado para o hospital. Após três dias de internação, não resistiu e morreu. O pintor passou as últimas horas de sua vida conversando com o irmão.
A genialidade de Van Gogh foi

 reconhecida apenas depois de sua morte.
 Um exemplo desse reconhecimento
 foi a venda de sua obra mais famosa,
 "O Retrato de Dr. Gachet",
 por US$ 82,5 milhões.
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